Clinica de Recuperação Brasil - Tratamento Involuntario Dependência Quimica Drogas e Alcoolismo

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Tratamento Dependência Quimica

Tratamento Dependência Quimica
Internação de Dependentes Quimicos

Internação Involuntária

Internação Involuntária
Internação Involuntária Drogas e Àlcool - Quando uma pessoa não quer se internar voluntariamente, pode-se recorrer à internação involuntária ou à internação compulsória. São dois tipos diferentes de internação. Portanto, não use os termos involuntário, compulsório ou forçado indistintamente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tratamento para Dependentes de Ecstasy


O Ecstay é uma droga psicoativa, isto é, que possui ação direta sobre o psicológico humano.
Mas não demorou muito para começar a ser utilizado como meio de “diversão”. Isso aconteceu na década de 70, tendo como principal público os estudantes universitários.

O tratamento para dependentes de ecstasy é feito à base de internação, terapia, intervenção de medicamentos e acompanhamento médico e psiquiátrico. É preciso muito cuidado porque a droga causa graves crises de abstinência e costuma levar a um extremo sofrimento a pessoa que está em fase de recuperação.

Foi pensando nisso que desenvolvemos em nossa clínica um tratamento voltado para a conscientização da família, além do trabalho feito com o dependente. Porque nesse período inicial, em que ele passa por extremas dificuldades psíquicas, a presença amiga e acolhedora da família é muito importante.

Sabedores de que o processo de internação é a única solução real para uma dificuldade real, desenvolvemos uma metodologia simples e eficaz para que o dependente seja capaz de vencer os desafios que lhe são impostos.

LOCAL PARA TRATAMENTO DE DEPENDENTES DE ECSTASY
Para que o processo de internação seja realmente eficiente, é necessário que ele aconteça em um local ideal, previamente organizado e desenvolvido para isso. Se a realidade for diferente, com certeza não haverá sucesso absoluto. É por isso que nos dispomos a deixar à disposição uma a melhor estrutura para tratamento de dependentes em ecstasy do Brasil. Nosso trabalho se baseia na ética e na responsabilidade com as pessoas que sofrem com a dependência e com as suas famílias.


ECSTASY NO BRASIL
O Brasil não demorou muito a conhecer o poder devastador que o ecstasy tem. Pessoas em todos os lugares do território nacional passaram a utilizá-lo e isso se tornou um grande problema para a sociedade. Isso porque a droga possui efeitos muito fortes e que são simplesmente devastadores.

Portanto, a sociedade brasileira deve estar atenta à necessidade de lutar contra esse mal e de vencê-lo a qualquer custo.

SINTOMAS DE UM USUÁRIO DE ECSTASY
Os principais sintomas que se pode observar num usuário de ecstasy são: aumento do estado de alerta, elevado interesse sexual, sensação de bem-estar, grande capacidade física e mental, destemor, euforia, aumento da sociabilização, extroversão.

Os sintomas de quem utiliza o ecstasy são severos e bastante acentuados. É por isso que sempre precisamos estar conscientes de que o trato com a pessoa dependente de ecstasy é bastante complicado e trata-se de uma atitude um tanto quanto delicada, posto que é preciso agir com austeridade sem se tornar intransigente, ou caso o contrário há o risco de as coisas se tornarem ainda mais difíceis.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fatores individuais de risco e de proteção ao uso de drogas


Embora este tema ainda seja alvo de muitos estudos de autores que o pesquisam, pelo fato de que a relação de fatores individuais de risco que ocasionam o uso de drogas por adolescentes, se combinados entre si, poderão atingir a mais de setenta possibilidades. Para agravar este fato, os pesquisadores ainda estão estudando outras correlações entre os vários fatores já conhecidos, com a finalidade de se chegar a um provável consenso sobre o uso de drogas pelos jovens.

Os principais fatores que levam os jovens ao uso de drogas são de três tipos:

Fatores de risco naturais
Fatores de risco do meio ambiente
Fatores ligados a eventos e experiências da vida.

FATORES DE RISCO NATURAIS

Características de personalidade do usuário, ou atributos pessoais: indivíduos que começam a usar álcool e tabaco desde cedo possuem maior tendência a usarem drogas em suas juventudes, são os chamados adolescentes-problema, que podem ser caracterizados por:

Terem baixo autocontrole.
Elevados níveis de procura de novidades.
Facilidade de assumir riscos.
Excesso de raiva.
História de vida com eventos adversos.
Excesso de tolerância familiar por desvios de comportamento, excesso de independência.
Afeto negativo familiar.

Violência e agressividade: jovens indivíduos que se envolvem em:

Agressões.
Pichações.
Porte ilegal de armas.
Pequenos roubos.
Alunos que abandonam a escola.

Possuem maior tendência a se envolverem com o uso de drogas, que aqueles que não têm estas características. Estas características de violência, de agressividade e de atributos pessoais de adolescentes-problemas são notadas nos portadores de Transtorno de Conduta.

Fatores psicopatológicos: jovens e adolescentes que sofrem de transtornos psiquiátricos dos tipos abaixo citados tendem a usar drogas mais cedo e de forma mais compulsiva que jovens normais.

Depressão maior.
Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.
Transtorno bipolar.
Transtornos de ansiedade.
Transtorno Borderline.
Tentativas de suicídio.
Transtornos de conduta.
Transtorno de personalidade antissocial.
Transtorno desafiador-opositor.

Existem estudos atuais que indicam que o uso de uma determinada droga pode servir como automedicação para um indivíduo que apresente algum dos distúrbios acima citados, como, por exemplo, uma depressão maior, com o uso de álcool.

Uso precoce de substâncias psicoativas: aqueles que se iniciam cedo no uso de drogas chegam mais rápido ao uso de substâncias psicoativas mais pesadas como a cocaína, a heroína, o LSD e o Ecstasy. Kandel chama este fato de “teoria da porta de entrada às drogas”.

Fatores genéticos: alguns autores citam que o alcoolismo pode ter base genética, pois é frequente o caso de famílias nas quais mais de um de seus membros é alcoolista pesado. Existem importantes evidências notadas em famílias de origem oriental como japoneses, chineses e coreanos, nas quais uma variante genética de uma das enzimas envolvidas no metabolismo do álcool, a enzima chamada aldeído desidrogenase, é responsável pela síndrome do flushing ou rubor facial, que se manifesta logo após a ingestão de álcool.

FATORES DE RISCO DO MEIO AMBIENTE OU FATORES SOCIAIS

O grupo social no qual o adolescente está incluído: se os amigos usam drogas, há mais perigo que o jovem venha a cair em tentação de experimentá-las, seguindo o exemplo de seus parceiros. A droga parece servir de aglutinador social para alguns adolescentes, os quais se drogam para fazer parte do grupo de amigos, seja este formado de colegas da escola, de clube ou da vizinhança.
           
A influência para o uso de substâncias proibidas vem dos amigos e do grupo social ao qual o jovem adere, sendo superior àquela influência que os pais e familiares podem dar a seus filhos para que não usem drogas.

Uso de substâncias pelos pais, irmãos e demais familiares: aqueles jovens cujos familiares já usam substâncias têm mais oportunidades de acesso às drogas e menos rigor familiar para com o uso inicial de cigarros e álcool, fato que pode levá-los mais cedo ao uso de outras drogas.
Problemas familiares do tipo de divórcio ou separação dos pais: lares com apenas um dos membros, pouco tempo que os pais dedicam à criação dos filhos, desemprego paterno, violência doméstica, e maus tratos aos filhos, favorecem o aparecimento de um núcleo familiar desestruturado, e, a procura do alívio pelos filhos problemáticos através do uso de drogas.
Eventos e experiências da vida são importantes aqueles fatos que atingem a vida do adolescente do tipo de: gravidez precoce, adoções mal resolvidas na infância, tentativas de violência sexual provocadas por parentes ou amigos da família.
Ser sem-teto e passar fome, ser menino de rua nas grandes cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro ou Recife são fatores dos mais importantes que levam os meninos e adolescentes miseráveis às drogas e ao tráfico.


FATORES DE PROTEÇÃO AO USO DE DROGAS

Em se tratando de fatores de proteção, isto é, aqueles fatores que inibem ou impedem que os jovens venham a ter acesso ao mundo das drogas, é importante que sejam citados:

Família
Escola
Religiosidade familiar


Adolescentes com fortes laços familiares envolvem-se menos com amigos íntimos usuários de drogas, do que aqueles cujas famílias não conversam entre seus membros e possuem exemplos negativos dos pais, que fumam, bebem e usam medicamentos de forma abusiva.
Adolescentes com compromissos educacionais importantes, que se dedicam à escola de forma correta, que cumprem suas obrigações e tarefas escolares, não se envolvem com o consumo de bebidas, tabaco e outras formas de agressão.
Adolescentes com religião e elevado índice de religiosidade. Estudos realizados nos Estados Unidos provam que os asiáticos americanos e os protestantes praticantes daquele país consomem muito menos álcool que os americanos católicos e protestantes mais liberais. Estes resultados levam à conclusão de que a educação religiosa e a religiosidade também são importantes fatores de proteção ao uso de drogas. Uma máxima americana diz que: jovem que vai à igreja, não precisa de drogas.
Oferta menor de drogas que seria conseguida pelo combate ao tráfico doméstico e internacional de drogas, não pode ser levada em conta em nosso país, pois mesmo as sociedades mais avançadas, como a americana e a europeia ocidental, até hoje não conseguiram diminuir a oferta de drogas em seus territórios.
Autoestima formada por um adolescente desde cedo, com o auxílio de sua família e dos seus, é um sentimento positivo de segurança e de bem-estar de todas as pessoas, e logicamente dos jovens. Estes quando possuem auto-estima normal, lidam melhor com as pressões dos amigos e de seus grupos sociais, para não se envolverem em ações comprometedoras de seus futuros, como o uso de drogas. No entanto, se, mesmo assim, experimentam drogas, possuem maior capacidade de parar com o uso, caso realmente se proponham a tanto.


A presença cumulativa de fatores de proteção, em muito favorece a manutenção e níveis reduzidos de uso de drogas pelos adolescentes.

Outra conclusão significativa à qual chegaram os estudiosos dos fatores de risco e de proteção ao uso de drogas é que se estes fatores acontecerem em certos períodos da vida dos jovens, a exemplo da passagem da infância para a adolescência, o jovem corre riscos menores de uso de drogas.

INFLUÊNCIAS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Quanto aos meios de comunicação, sua ligação comercial com os grandes anunciantes de bebidas e cigarros, as propagandas dirigidas ao público jovem, de modo aberto ou mesmo subliminar, colaboram para a difusão dos hábitos de beber ou de fumar dos adolescentes, desde cedo, e que, no futuro, poderão levá-los a experimentar outras drogas.

Não há comerciais que deixem de ligar o fumar e o beber ao prazer, à juventude, ao belo e à vida saudável. São sempre dirigidos aos fumantes e bebedores de amanhã. Nunca apresentam o fumante e o alcoólico sofrendo com doenças que foram causadas pelos hábitos adquiridos em suas juventudes. Não citam a possibilidade dos adolescentes que bebem e fumam desde cedo virem a se tornar dependentes químicos.

A publicidade e a propaganda são responsáveis pelo desenvolvimento de um clima de aceitação geral a certas drogas, quer sejam utilizadas para fins terapêuticos, como vitaminas, analgésicos, xaropes, calmantes, quer sejam utilizadas para facilitar as relações sociais, melhorar o humor, e a descontração, como, por exemplo, o álcool e o fumo. A Organização Mundial da Saúde tem alertado todos os países quanto à divulgação indiscriminada de substâncias químicas pelos meios de mídia, fato que poderá levar a sociedade a resultados adversos, pois tende a camuflar a realidade, interferindo no desenvolvimento de uma vida equilibrada, saudável e natural.

Desse modo, de que adianta o Governo mostrar, na mesma televisão que divulga o vício, propagandas antidrogas? Na Europa, já há muito tempo, é proibido anunciar na T.V., no cinema, no rádio, em eventos públicos, na imprensa e em cartazes, álcool e cigarros. Somente são permitidas veiculações de comerciais de álcool e drogas lícitas após as 24 horas. Talvez no futuro, o Brasil também venha a adotar essa mesma política pública, hoje já em uso para o tabaco, e, a partir de então, possamos contar com a T.V., com o rádio e com a imprensa como aliados na luta pela prevenção ao uso de drogas em nosso país.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Internação involuntária compulsória


Quando uma pessoa não quer se internar voluntariamente, pode-se recorrer à internação involuntária ou à internação compulsória. São dois tipos diferentes de internação. Portanto, não use os termos involuntário, compulsório ou forçado indistintamente.


Secretário apoia internação forçada de viciado

O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, defendeu a internação involuntária de viciados, desde que sob indicação de médico especialista.


A Lei 10.216/2001 define três modalidades de internação psiquiátrica:

a) internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
b) internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro;
c) internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.


Internação voluntária
A pessoa que solicita voluntariamente a própria internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação se dá por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico responsável. Uma internação voluntária pode, contudo, se transformar em involuntária e o paciente, então, não poderá sair do estabelecimento sem a prévia autorização.
Internação involuntária
É a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.
A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público do estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a cárcere privado.

Internação compulsória
Nesse caso não é necessária a autorização familiar. A internação compulsória é sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O juiz levará em conta o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.
Fontes: Lei 10.216/2001, Ministério da Justiça; Associação Brasileira de Psiquiatria; Cartilha Direito à Saúde Mental,
do Ministério Público Federal e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão; governo do estado de São Paulo
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A depressão e a dependência química


Há diversos fatores que podem favorecer a manifestação da depressão ou dependência química, porém, hoje vamos falar da ligação entre essas duas doenças. Para começar, é importante que você saiba que nem todos que sofrem de depressão são ou serão dependentes químicos, assim como o contrário, nem todo dependente químico sofre ou sofrerá de depressão.


A depressão é um transtorno do humor, mais especificamente em forma de uma tristeza profunda. Assim, a pessoa vivencia uma grande angústia, falta de vontade de realizar atividades do dia a dia (trabalhar, estudar, sair com os amigos, etc), baixa autoestima, isolamento, falta esperança e sentido pela vida.

No desespero para ter algum alívio dos sintomas da depressão, muitos recorrem ao álcool ou outras drogas. Mas, infelizmente, além dessa espécie de “automedicação” contribuir para piorar os sintomas depressivos, ela pode favorecer a dependência química, pois o uso da substância altera o mecanismo de recompensa e prazer do cérebro, necessitando cada vez mais quantidade de drogas para se satisfazer. Sendo assim, a depressão pode ser uma comorbidade associada à dependência química.

Tratamento
O tratamento da depressão e da dependência química deve ter o médico psiquiatra e o psicólogo. Assim, será o médico o profissional que poderá avaliar corretamente o diagnóstico e prescrever medicamento, se necessário. Já o psicólogo especialista em Terapia Cognitiva-Comportamental auxiliará o paciente a identificar e mudar seus comportamentos e pensamentos disfuncionais.

Através do plano de tratamento Personal Care, da Clínica Viva, o paciente é atendido por uma equipe multidisciplinar altamente capacitada em ambulatório, com total sigilo e discrição. Em alguns casos, a internação pode ser necessária. E, claro, a Clínica Viva tem a melhor infraestrutura de tratamento para acolher e dar início ao tratamento.

Converse com um dos nossos atendentes. Com certeza nós podemos te ajudar.Teremos sempre uma opção adequada para solucionar seu problema.
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

O que leva uma pessoa a usar drogas?


São diversos fatores que fazem com que uma pessoa venha a fazer uso de drogas ou álcool, curiosidade, influência de amigos ou querer fazer parte de um grupo, falta de habilidade de lidar com problemas, perdas, dificuldades ou tristezas, ganhos, alegrias sucesso, o consumo de drogas e álcool também está relacionado a cultura, estilo de vida, esporte que se pratica, lugares que se frequenta, até a relação com o trabalho promove o uso de álcool e muitas vezes drogas como cocaína, maconha e outras, em eventos e festas estão relacionados a padrões de consumo de álcool e drogas.

Também existe fatores genéticos que influenciam diretamente, estes já constam como fator científico diagnosticado por profissionais da área de pesquisa de doenças com influência genética. Saiba mais em Sobre Drogas.

Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos (mais comum), vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria)
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Como encontrar um bom centro de tratamento e recuperação de drogados


  • O vício das drogas é considerado uma doença adquirida ou por contato involuntário. Adquirida quando na família não há histórico de drogados e a pessoa faz a opção de começar a usar algum tipo de substância psicoativa e viciante. Involuntário, no caso de bebês que a mãe usou drogas na gestação ou mesmo o pai seja usuário. Essa criança nascerá com diversos problemas, inclusive sérias crises de abstinência e quando mais velho, se tiver contato com drogas, facilmente se tornará usuário.
    A pessoa não consegue deixar o uso e torna-se um dependente, viciado ou adicto (escravo). Neste artigo vamos nos referir a pessoa que utiliza drogas como adicto, pois a terminologia expressa muito bem a forma como a pessoa se sente quando toma consciência de que não tem mais controle sobre si próprio.
    Muito se tem pesquisado e estudado para encontrar uma forma de recuperar o adicto da droga, mas é muito difícil definir qual é o melhor tratamento, é como uma pessoa que está com gripe e vai ao médico que o pode tratar com o mesmo medicamento que já tratou outro paciente e houve melhora, mas, mesmo assim, terá que avaliar a dose, tempo de tratamento e observar os efeitos colaterais para prevenir outros males.
    Por isso, no momento de procurar por um centro de recuperação deve-se levar em conta o tipo de tratamento, o período de tratamento, as técnicas e o acompanhamento que será oferecido, tanto para o adicto quanto para os familiares que normalmente são considerados codependentes. Toda a família precisa ser tratada para que haja uma reestruturação no convívio, levando-se em conta que o adicto não deixa de ser escravo, o que acontece na recuperação é que ele aprende a tomar o controle e não deixa mais que a droga faça parte de sua vida.
    Existem algumas outras características que se deve observar ao buscar por um centro de recuperação para drogados, e talvez seja o mais importante que o adicto e familiar estejam de acordo com o tipo de tratamento que será sujeito. Alguns centros de recuperação atuam com tratamento psicológico e medicamentoso, outros com terapias e conscientização, outros simplesmente com medicamentos e tratamentos psiquiátricos.
    Os familiares e o adicto precisam estar dispostos a cumprir com as exigências do tratamento, para isso devem conhecer todas as fases deste. Normalmente se fala em passos para a recuperação e existem até alguns que se aplicam como lei ou regra de conduta, como os AA - Alcoólicos Anônimos.
    Cada centro de recuperação segue uma linha de tratamento e até mesmo de conduta, mas segundo estudos os tratamentos que mais tiveram sucesso foram os que agregavam nele algumas atitudes indispensáveis. São as seguintes:
  • Decisão

    • A decisão pelo tratamento deve ser agora. Essa atitude mostra que o adicto e a família, em alguns casos somente a família, define que não se pode mais adiar e as providências necessárias são tomadas.
  • Parar já

    • Com a decisão pelo tratamento já definida, o adicto e a família deve ter a consciência de que não há sucesso no tratamento se a interrupção do uso da droga não for abrupta, parar aos poucos não há eficiência na recuperação. Isso quer dizer também que não se deve substituir um vício por outro, se deve evitar todos os tipos de substâncias que causem dependência, como álcool, cigarro, ou drogas que sejam consideradas mais leves.
  • Mudar

    • Isso pode significar muitas coisas, inclusive mudança de residência mesmo, se o local em que a pessoa vive não favorecer a decisão. Mas a mudança mais importante se refere à rotina do adicto, ou seja, as pessoas com que ele convivia e que favoreciam o uso da droga devem ser evitadas; locais em que costumava frequentar para passeio, trabalho, escola, etc. Evitando tudo que seja um facilitador para a recaída.
  • Recompensa

    • A família e o adicto devem observar no centro de recuperação escolhido e imediatamente após o convívio fora dele, estímulos de recompensa; isso quer dizer que será necessário buscar ou resgatar atividades saudáveis como exercício físico, atividades intelectuais e religiosas que possam promover sentimento de recompensa à pessoa por não estar mais envolvida com as drogas. Sentimentos como aceitação, solidariedade, vitória, sucesso, carinho, atenção e cuidados.
    São muitas as ofertas de centros de recuperação. Hoje em dia, por duas razões:
  • 1. O grande crescimento de adictos - e cada vez mais jovens - não só nos grandes centros urbanos e periferia, mas em todo o país, novos tipos de drogas e substâncias viciantes.

  • 2. Com o crescimento da população adicta o interesse econômico também surge com famigeradas clínicas e pessoas despreparadas oferecendo tratamento. Por isso a importância de se pesquisar muito, ler a respeito, se informar com pessoas que já passaram pela mesma situação antes de definir qual o melhor tratamento.


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domingo, 20 de novembro de 2016

Residência Terapêutica


Portaria/GM nº 106 - De 11 de fevereiro de 2000
Institui os Serviços Residenciais Terapêuticos

O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições, considerando:

a necessidade da reestruturação do modelo de atenção ao portador de transtornos mentais, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS;

a necessidade de garantir uma assistência integral em saúde mental e eficaz para a reabilitação psicossocial;

a necessidade da humanização do atendimento psiquiátrico no âmbito do SUS, visando à reintegração social do usuário;

a necessidade da implementação de políticas de melhoria de qualidade da assistência à saúde mental, objetivando à redução das internações em hospitais psiquiátricos, resolve:

Art. 1.º Criar os Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental, no âmbito do Sistema Único de Saúde, para o atendimento ao portador de transtornos mentais.

Parágrafo único. Entende-se como Serviços Residenciais Terapêuticos, moradias ou casas inseridas, preferencialmente, na comunidade, destinadas a cuidar dos portadores de transtornos mentais, egressos de internações psiquiátricas de longa permanência, que não possuam suporte social e laços familiares e, que viabilizem sua inserção social.

Art.2.º Definir que os Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental constituem uma modalidade assistencial substitutiva da internação psiquiátrica prolongada, de maneira que, a cada transferência de paciente do Hospital Especializado para o Serviço de Residência Terapêutica, devese reduzir ou descredenciar do SUS, igual n.º de leitos naquele hospital, realocando o recurso da AIH correspondente para os tetos orçamentários do estado ou município que se responsabilizará pela assistência ao paciente e pela rede substitutiva de cuidados em saúde mental.

Art. 3.º Definir que aos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental cabe :

garantir assistência aos portadores de transtornos mentais com grave dependência institucional que não tenham possibilidade de desfrutar de inteira autonomia social e não possuam vínculos familiares e de moradia;

atuar como unidade de suporte destinada, prioritariamente, aos portadores de transtornos mentais submetidos a tratamento psiquiátrico em regime hospitalar prolongado;

promover a reinserção desta clientela à vida comunitária.

Art. 4º Estabelecer que os Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental deverão ter um Projeto Terapêutico baseado nos seguintes princípios e diretrizes:

ser centrado nas necessidades dos usuários, visando à construção progressiva da sua autonomia nas atividades da vida cotidiana e à ampliação da inserção social;

ter como objetivo central contemplar os princípios da reabilitação psicossocial, oferecendo ao usuário um amplo projeto de reintegração social, por meio de programas de alfabetização, de reinserção no trabalho, de mobilização de recursos comunitários, de autonomia para as atividades domésticas e pessoais e de estímulo à formação de associações de usuários, familiares e voluntários.

respeitar os direitos do usuário como cidadão e como sujeito em condição de desenvolver uma vida com qualidade e integrada ao ambiente comunitário.

Art. 5º Estabelecer como normas e critérios para inclusão dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental no SUS.

serem exclusivamente de natureza pública;

a critério do gestor local, poderão ser de natureza não governamental, sem fins lucrativos, devendo para isso ter Projetos Terapêuticos específicos, aprovados pela Coordenação Nacional de Saúde Mental;

estarem integrados à rede de serviços do SUS, municipal, estadual ou por meio de consórcios intermunicipais, cabendo ao gestor local a responsabilidade de oferecer uma assistência integral a estes usuários, planejando as ações de saúde de forma articulada nos diversos níveis de complexidade da rede assistencial;

estarem sob gestão preferencial do nível local e vinculados, tecnicamente, ao serviço ambulatorial especializado em saúde mental mais próximo;

a critério do Gestor municipal/estadual de saúde, os Serviços Residenciais Terapêuticos poderão funcionar em parcerias com organizações não-governamentais (ONGs) de saúde, ou de trabalhos sociais ou de pessoas físicas nos moldes das famílias de acolhimento, sempre supervisionadas por um serviço ambulatorial especializado em saúde mental.

Art. 6.º Definir que são características físico-funcionais dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental:
 
6.1 apresentar estrutura física situada fora dos limites de unidades hospitalares gerais ou especializadas, seguindo critérios estabelecidos pelos gestores municipais e estaduais;
6.2 existência de espaço físico que contemple de maneira mínima:
6.2.1 dimensões específicas compatíveis para abrigar um número de no máximo 08 (oito) usuários, acomodados na proporção de até 03 (três) por dormitório.
6.2.2 sala de estar com mobiliário adequado para o conforto e a boa comodidade dos usuários;
6.2.3 dormitórios devidamente equipados com cama e armário;
6.2.4 copa e cozinha para a execução das atividades domésticas com os equipamentos necessários (geladeira, fogão, filtros, armários etc.);
6.2.5 garantia de, no mínimo, três refeições diárias, café da manhã, almoço e jantar.

Art. 7.º Definir que os serviços ambulatoriais especializados em saúde mental, aos quais os Serviços Residenciais Terapêuticos estejam vinculados, possuam equipe técnica, que atuará na assistência e supervisão das atividades, constituída, no mínimo, pelos seguintes profissionais:

01 (um) profissional médico;

02 (dois) profissionais de nível médio com experiência e/ou capacitação específica em reabilitação profissional.

Art.8.º Determinar que cabe ao gestor municipal /estadual do SUS identificar os usuários em condições de serem beneficiados por esta nova modalidade terapêutica, bem como instituir as medidas necessárias ao processo de transferência dos mesmos dos hospitais psiquiátricos para os Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental.

Art. 9.º Priorizar, para a implantação dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental, os municípios onde já existam outros serviços ambulatoriais de saúde mental de natureza substitutiva aos hospitais psiquiátricos, funcionando em consonância com os princípios da II Conferência Nacional de Saúde Mental e contemplados dentro de um plano de saúde mental, devidamente discutido e aprovado nas instâncias de gestão pública.

Art.10 Estabelecer que para a inclusão dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental no Cadastro do SUS, deverão ser cumpridas as normas gerais que vigoram para cadastramento no Sistema Único de Saúde e a apresentação de documentação comprobatória aprovada pelas Comissões Intergestores Bipartite.

Art.11 Determinar o encaminhamento por parte das secretarias estaduais e municipais, ao Ministério da Saúde/Secretaria de Políticas de Saúde - Área Técnica da Saúde Mental, a relação dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental cadastrados no estado, bem como a referência do serviço ambulatorial e a equipe técnica aos quais estejam vinculados, acompanhado das Fichas de Cadastro Ambulatorial (FCA) e a atualização da Ficha de Cadastro Hospitalar (FCH), com a redução do número de leitos psiquiátricos, conforme Artigo 2.º desta portaria.

Art.12 Definir que as secretarias estaduais e secretarias municipais de saúde, com apoio técnico do Ministério da Saúde, deverão estabelecer rotinas de acompanhamento, supervisão, controle e avaliação para a garantia do funcionamento com qualidade dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental.

Art.13 Determinar que a Secretaria de Assistência à Saúde e a Secretaria Executiva, no prazo de 30 ( trinta) dias, mediante ato conjunto, regulamentem os procedimentos assistenciais dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental.

Art. 14 Definir que cabe aos gestores de saúde do SUS emitir normas complementares que visem a estimular as políticas de intercâmbio e cooperação com outras áreas de governo, Ministério Público, Organizações Não-Governamentais, no sentido de ampliar a oferta de ações e de serviços
voltados para a assistência aos portadores de transtornos mentais, tais como: desinterdição jurídica e social, bolsa-salário ou outra forma de benefício pecuniário, inserção no mercado de trabalho.

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Que razões levam os jovens ao consumo de álcool


Os jovens estão começando a beber cada vez mais cedo, segundo pesquisa publicada recentemente pela Unifesp. É fundamental reacender o debate sobre o motivo e as consequências do abuso do álcool por parte dos adolescentes e também analisar as restrições existentes e as que devem ser criadas para diminuir esse consumo.Existem vários fatores para o que induzem ao uso do álcool já na puberdade, contudo vamos analisar apenas dois deles: o consumo pelos adultos na família e as propagandas que contribuem para o crescimento do uso do álcool por parte da juventude. A lei, hoje, não permite a venda de bebidas alcoólicas a menores de dezoito anos, todavia, essa medida não é suficiente para inibir o alcoolismo, dado que, em muitos casos, o adolescente encontra a cerveja (que foi comprada pelo pai) dentro de sua geladeira. Deve haver um maior controle dentro de casa para evitar o uso do álcool pelo filho ainda jovem. Os pais precisam repensar sobre o próprio consumo, só assim conseguirão um maior domínio sobre o do filho, mostrando lhe que a bebida pode ser tomada em certas ocasiões. Com moderação há uma maior chance de conscientização, é preciso educar e não proibir.Porém, não surtirá efeito a orientação do pai se o filho, ao ligar a televisão, deparar-se com diversas propagandas exaltando o uso do álcool. O aviso no fim da propaganda "se for dirigir não beba" não surtirá efeito algum, pois ele não dirige mesmo. O produtor, precisa ser responsabilizado de alguma forma pelos problemas que o uso abusivo do álcool acarreta na sociedade. Não cabe mais à sociedade aceitar o montante de propagandas de bebida alcoólica com várias pessoas bonitas e se divertindo na praia. Nosso governo não deve mais permitir o lucro de grandes cervejarias as à custa de vidas de adolescentes, que em muitos casos acabam se viciando e destruindo seus futuros. Os adultos que estão mais próximos desses jovens devem ter a responsabilidade de zelar pelo bem-estar desse individuo , nossas leis não podem tolerar que a indústria de bebidas alcoólicas lucre de forma irresponsável. É preciso orientar o adolescente e punir de forma sensata os que contribuem para o desequilíbrio de nossas crianças. Esses devem ser alguns dos pontos de partida para conseguirmos reduzir esses índices de consumo prematuro.
O jovem e o álcool
Que razões levam o jovem ao consumo de álcool? Os hormônios, diz o senso comum. Resposta errada. O cérebro jovem, repentinamente atirado em uma reforma geral, é que manda nessa brincadeira. Os hormônios não são os vilões da adolescência. Uma grande reforma cerebral é a causa do comportamento típico de quem está crescendo. Talvez aparecer? Ser visto pela sociedade? Acredito que essa seja a verdadeira razão, ser aceito.O consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade tornou-se uma prática nos bares, festas etc. Isso contraria a lei que proíbe a venda de produtos que podem causar dependência ao menor, mas, apesar de toda essa iniciativa, essa realidade está presente no dia a dia das famílias, o consumo de bebidas alcoólicas está presente, dá-se para quem quiser ver.O álcool, assim como o cigarro, é uma droga legal, e as mesmas são [sendo] um problema de saúde pública maior do que as ilegais.Para a psicanálise, atos irresponsáveis e por vezes desrespeitosos à lei são instrumentos de provocação, já para a neurociência, nada mais são, na maioria das vezes, do que decisões inoportunas de um cérebro imaturo, que se torna incapaz de prever sozinho os resultados indesejados que poderiam servir de freio (para que não o faça).Quais problemas decorrentes disso? Além dos problemas de saúde, o álcool contribui para a morte ou deficiência de pessoas relativamente jovens. O álcool causa dependência e pode causar sérios danos ao fígado e outros órgãos importantes como o coração. Pode tornar a pessoa agressiva e até leva-la a [levá-la à] depressão.Cabe a nós refletirmos sobre o papel dos pais nos cuidados para com seus filhos. Os pais são "indecisos" e liberam dinheiro aos filhos, favorecendo o consumo. Essas situações indicam "toda forma de negligência" , que a família, a sociedade e o governo devem combater.
A embriaguez juvenil é um problema de todos nós
O uso de bebidas alcoólicas é conhecido desde a Antiguidade. Os egípcios regavam seus festejos com vinho. O hidromel era bebida apreciada na Europa Medieval. Até os deuses do Olimpo deliciavam-se com a ambrosia. No Brasil atual, a associação futebol e cerveja é apenas um de muitos exemplos da ligação entre festejos e álcool. A aceitação social da ingestão de bebida alcoólica torna, então, complexa a abordagem desse assunto com a juventude, que, segundo pesquisa concluída recentemente pela Unifesp, vem apresentando cada vez maiores índices de embriaguez e em idade mais precoce. Some-se a isso o fato de que o álcool altera diversas funções mentais e possibilita que pessoas tímidas e com baixa auto-estima apresentem-se mais desinibidas e aceitas.No jovem o efeito dessa desinibição parece ter um impacto mais grave, pois a sensação de potência, de leveza, levam ao que o Dr. Içami Itiba, renomado psiquiatra, denominou de "onipotência juvenil": na vigência do uso de álcool, o adolescente ou jovem desconsidera qualquer risco relacionado a [à] ingestão do álcool e dirige embriagado, pensa que não perderá o controle, tem relações sexuais sem proteção, ou seja, colocam [coloca] sua vida e a de outros em risco. O aumento de jovens mortos ou física e mentalmente incapacitados em função de acidentes automobilísticos ocorridos durante a embriaguez do motorista constitui-se em um importante problema de Saúde Pública. Todavia, no plano individual muitas vezes não se consegue convencer o jovem a não se embriagar, pois há a pressão do seu grupo social mais próximo, amigos também adolescentes, no sentido de que todos se embriaguem. Aquele que se recusa recebe adjetivos negativos: fraco, frouxo, "careta" etc.Deve-se buscar soluções que envolvam toda a sociedade, para reduzir o impacto do abuso de álcool pelos jovens. Algumas já vem [vêm] sendo realizadas, como maior fiscalização no trânsito, punições mais severas para quem dirige embriagado, proibição da venda e de consumo para menores, observação mais estrita das campanhas publicitárias para que se direcionem menos ao público mais novo. Porém, ainda há muito a se avançar.
Uma Questão Etílica
Todo jantar o pai entorna uma "loira gelada" enquanto comerciais da que não desce triangular pipocam na TV junto com muitas outras. O adolescente já provou e sabe que se quiser mais tem na geladeira. Ou ali, no bar da esquina.A vontade de conhecer coisas novas e repetir as boas é natural. Mas qual linha divide o bom do ruim? A linha careta do governo ou a liberal, apoiada muitas vezes pela mídia e até por amigos e familiares?Para que o adolescente consiga alcançar um bom posicionamento no processo de socialização, um dos pontos mais importantes para ele, o álcool funciona como uma torcida para esse time caído e, às vezes, já com um pé no pódio. "Usando álcool, eles [...] passam a sentir o que chamo de 'onipotência juvenil', sentem-se e agem como deuses que podem tudo", afirma o psiquiatra Içami Tiba.Além da socialização, existe também o fator sociedade. É comum familiares incentivarem adolescentes, e até mesmo crianças, a provarem álcool, criando a ideia falsa de que essa é uma postura correta.Para diminuir os 25% dos estudantes de ensino médio e os 14,2% dos de 7ª e 8ª série que se embriagaram pelo menos uma vez no mês anterior ao da pesquisa feita pela Unifesp, é preciso muito mais que leis que só existem no papel e folhetinhos do governo. As campanhas publicitárias de bebidas alcoólicas não desistimulam [desestimulam] o consumo por menores, apenas o tornam mais atrativo com situações divertidas e mulheres bonitas. E a sociedade precisa enxergar os futuros adultos que estão sendo criados. Quem quer outro presidente amigão do etanol?
Álcool: um problema que começa cedo
A bebida alcoólica pertence ao grupo das drogas lícitas mais vendidas no Brasil, segundo uma pesquisa feita nas escolas de São Paulo, jovens menores de dezoito anos já se embriagaram ao menos uma vez e esse índice vem crescendo por alguns motivos como: convívio com a bebida desde cedo na família, falta de informação sobre as conseqüências [consequências] do uso tão cedo [precoce] e, além do mais, o fato de adquirir o produto fora da idade permitida por lei.Desde a infância somos criados em meio a festas em que todos os familiares fazem uso da bebida alcoólica passando uma imagem divertida e legal e depois que saímos da infância e entramos na adolescência começamos a fazer o uso da bebida sem nos dar conta dos malefícios, levando [considerando] o consumo como um ato comum.Além do mais, a falta de informação explícita sobre as conseqüências [consequências] do uso do álcool tão cedo [do uso precoce do álcool] são poucas em relação às outras drogas lícitas como o cigarro, não fazendo disso um assunto totalmente desconhecido pelos jovens, mas que passa despercebido, sendo algumas conseqüências [consequências] como perda de atenção na escola, raciocínio lento, doenças estomacais, entre outras que prejudicam seriamente o desenvolvimento físico ou mental do jovem que vira [virá] a se tornar um adulto.Ainda convém, lembrar [convém lembrar] a facilidade com que alguns jovens adquirem a bebida alcoólica mesmo com a proibição da venda para menores de dezoito anos, sendo um fato que ocorre por falta de fiscalização e descumprimento da lei por parte dos estabelecimentos que apenas pensam em vender.Uma forma de solucionar o problema seria o aumento da fiscalização com uma lei mais severa e uma conscientização da sociedade em relação aos problemas que o álcool causa. 
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Saiba o que leva um adolescente a usar drogas!

A Adolescência é uma fase cheia de conflitos e descobertas. A curiosidades pelas drogas pode ser uma realidade na vida dos adolescentes. Saiba o que leva um adolescente a usar drogas!
A pergunta que a maioria dos pais fazem para si mesmos quando ficam sabendo que o seu filho está usando drogas é “o que eu fiz de errado? ”, ou “mas ele tem de tudo, por que está usando drogas? ”.
A questão é, o que significa para os pais “ter de tudo? ”.
O que significa para os pais “agir certo na vida dos filhos”?
Existem vários fatores que podem levar um adolescente a usar drogas. Saiba quais os fatores de risco que levam um adolescente para o mundo das drogas!

Motivos para o uso de drogas

  • Diversão
  • Curiosidade
  • Tédio
  • Transgressão
  • Solidão
  • Fuga da realidade
  • Influência de amigos
  • Socialização e aceitação em determinados grupos
  • Autoafirmação
  • Dificuldade em enfrentar situações adversas
  • Abandono e rejeição familiar (O sentimento de abandono e rejeição, muitas vezes ocorrem por meio da ausência, falta de limites e conflitos por parte dos pais)
  • Violência doméstica
  • Decepções ou desentendimentos com os pais
  • Familiares que utilizam álcool e drogas
  • Pais muito autoritários ou exigentes
  • Perda dos vínculos familiares
  • Facilidade de acesso e obtenção de drogas
  • Busca de alívio para conflitos
  • Ausência de projeto de vida
  • Sintomas depressivos
  • Falta de rotina social
Por mais que um adolescente seja saudável, tenhafamília, educação, situação financeira razoável, entre outros fatores, as drogas permeiam a vida deles, isso é inevitável. Encarar essa realidade é de suma importância como fator de proteção.
Alguns pais adotam a postura de “não tocar no assunto”, acreditando ser a melhor forma de prevenir, ou as vezes, acreditam que esta realidade está longe da família. Acreditam também que estando no controle da vida dos filhos, conseguem preveni-los das drogas.
No entanto, essa postura não é adequada. O assunto das drogas deve ser discutido na família, mas não com um tom de autoridade e controle, mas como um diálogo aberto para discutir opiniões.
Faz parte da realidade que a maioria dos adolescentes de hoje, ao menos experimentam alguns tipos de droga, como cigarro, álcool e maconha, mas nem todos tornam-se dependentes.
O que acontece é que quando a família fica sabendo que seu filho usou drogas, vem logo com longos e sábios sermões, na intenção de que o adolescente vai compreender e aceitar. Tentativas de controle e autoridade não funcionam. Os adolescentes gostam de experimentar as experiências da vida.
Para isso, é importante cuidar sem controle, orientar sem autoridade, dialogar sem discutir, e ser amigo e não inimigo dos filhos. Alguém que ele possa confiar em expor seus sentimentos, suas dificuldades e suas descobertas sem ouvir longas críticas e sermões.
É comum os filhos se abrirem para os pais, e estes logo virem com conselhos sobre o que os filhos não devem fazer. É preciso enfatizar no que os filhos devem fazer, nas oportunidades que ele tem pela vida e no que a vida pode oferecer de bom para ele, e não nos perigos que o aguardam.Procure ajuda de um profissional sempre para ter uma orientação mas especializada 
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sábado, 19 de novembro de 2016

Abstinência alcoólica quanto tempo dura


A síndrome de abstinência alcoólica é um quadro agudo, caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas auto-limitados, com gravidade variada, secundário à interrupção total ou parcial do consumo de álcool, podendo ser associado a inúmeros problemas clínicos e/ou outros transtornos psiquiátricos.
O objetivo deste artigo é rever as principais complicações psiquiátricas secundárias à síndrome de abstinência alcoólica com convulsões e delirium tremens, bem como algumas outras condições psiquiátricas associadas a dependência de álcool como as síndromes de Wernicke Korsakoff e de Marchiava Bignami.
Pretende-se com isso auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento adequado, minimizando assim a morbidade e a mortalidade associadas a tais complicações.

Descritores: Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA), Convulsões, Delirium Tremens (DT), Síndrome de Wernicke Korsakoff e Síndrome de Marchiava Bignami.

Síndrome de abstinência alcoólica (SAA)
É responsável por um aumento significativo na morbidade e mortalidade associadas ao consumo de álcool e é um dos critérios diagnósticos da síndrome de dependência de álcool.
Caracteriza-se por sinais e sintomas decorrentes de uma interrupção total ou parcial de consumo de bebidas alcoólicas em dependentes que apresentam um consumo prévio significativo.
Esses sinais e sintomas não são específicos somente da síndrome de abstinência alcoólica, podendo estar presentes em outras síndromes de abstinência (por benzodizepínicos, por exemplo).
Leia também: Como lidar com a Síndrome de Abstinência do Álcool?
São, ainda, insidiosos e pouco específicos, o que torna seu reconhecimento e avaliação processos complexos; variam quanto à intensidade e gravidade, podendo aparecer, como dito, após uma redução parcial ou total da dose usualmente utilizada.
Este artigo tem por objetivo descrever as principais complicações secundárias a SAA bem com o seu tratamento. Algumas delas são bastante comuns (convulsões e alucinações); outras, mais graves e menos comuns (delirium tremens). Além disso, descreve e propõe o tratamento de outras complicações associadas ao dependência de álcool como o síndrome de Wernicke Korsakoff e o de Marchiava Bignami).

Convulsões
Quadros convulsivos secundários ao abuso/dependência de álcool não são raros, bem como não é incomum a piora do controle de convulsões em pacientes com história prévia de convulsões (idiopáticas ou não)10. As convulsões secundárias a quadros de abstinência alcoólica são, geralmente, do tipo tônico-clônicas (ou “grande mal”), únicas, e incidem nas primeiras 48 horas (com pico entre 13 e 24 horas) após a suspensão ou redução do consumo de álcool. Entretanto, sintomas focais podem aparecer em cerca de 5% dos quadros convulsivos secundários à abstinência alcoólica.
Quase sempre, o aparecimento de convulsões está associado a quadros mais graves de abstinência alcoólica, e grande parte dos pacientes que não são tratados adequadamente evolui para delirium tremens.
Há indicação para avaliação de imagem de quadros de convulsão secundária à abstinência alcoólica (tomografia computadorizada, por exemplo), para que se detectem doenças comórbidas (hemorragia subdural crônica e traumatismos cranianos, por exemplo).
Cerca de 4% das tomografias realizadas em pacientes com quadro convulsivo secundário à abstinência alcoólica evidenciam lesões estruturais. A tomografia computadorizada está também indicada em casos de convulsões outras, que não do tipo grande mal, em pacientes abstinentes, devido à maior prevalência de co ocorrência de lesões nesse grupo.
A chance de ocorrência de outra crise convulsiva, em seis meses, é de 41%, e essa prevalência aumenta com o passar do tempo, chegando a 55%, em três anos 11,16,. Novos episódios de crises convulsivas poderiam desencadear quadros de alterações secundárias na excitabilidade cerebral (kindling) que parecem ser somatórios, ou seja, a cada nova crise convulsiva, o quadro se agrava. Define-se o kindling como um fenômeno em que um estímulo elétrico ou químico, fraco, que normalmente não causaria resposta comportamental importante, quando administrado várias vezes, desencadeia o processo. O kindling pode resultar de alterações em neurotransmissores cerebrais (GABA e NMDA, principalmente) que, conseqüentemente, aumentam a excitabilidade cerebral, predispondo ao risco de novas crises convulsivas, quadros ansiosos e aumento da neurotoxicidade.
Se alterações estruturais não são identificadas no paciente com crise convulsiva secundária à abstinência alcoólica, se ele não tem história prévia de crises convulsivas e nem usou anticonvulsivantes previamente, os anticonvulsivantes não parecem ser indicados, podendo, em alguns casos, precipitar a ocorrência de convulsões por abstinência (dos anticonvulsivantes, inclusive).
O tratamento de escolha é o controle da crise convulsiva por meio de infusão de benzodiazepínicos e tratamento específico para controle da dependência de álcool11. Deve-se administrar no máximo 10mg de diazepam durante 4 minutos, sem diluição e a administração de benzodizepínicos por via intravenosa requer técnica específica e retaguarda para manejo de eventual parada respiratória 12. O uso crônico de anticonvulsivantes (fenitoína e fenobarbital, dentre outros) tem uma ação limitada na prevenção de quadros convulsivos decorrentes de abstinência alcoólica, uma vez que o problema central do paciente é o uso do álcool e, na imensa maioria dos casos em que há manutenção do consumo de álcool (portanto, risco de novas crises convulsivas), a não-adesão ao tratamento medicamentoso é quase uma regra, podendo essa ação, por si só, precipitar uma nova crise convulsiva. Entretanto, em pacientes com uso prévio de anticonvulsivantes, a medicação deve ser mantida.
A prevenção mais efetiva, nesse grupo de pacientes, é, sem dúvida, o tratamento para suspensão do consumo de álcool e indica-se, quando necessário, o uso de benzodiazepínicos de ação longa (diazepam, por ex.) na dose de 10 a 20mg ou uso de lorazepam, em dose equivalente, em paciente hepatopata ou senil 1,12. Não se justifica a introdução de anticonvulsivantes nessa população, nem para o tratamento da crise convulsiva nem para a prevenção de novas crises.
O estado de mal epiléptico é um quadro grave, com alta taxa de mortalidade (cerca de 10%) e não é raro entre pacientes com síndrome de abstinência alcoólica. Um estudo realizado em 1980 demonstrou que 21% dos pacientes em estado de mal do tipo tônico-clônico estavam em abstinência alcoólica. O tratamento desse quadro deve ser instituído o mais brevemente possível, em unidades de atendimento de urgências clínicas.

Delirium Tremens (DT)
O delirium é uma causa comum de comportamento alterado em pessoas com alguma doença física que não foi diagnosticada nem tratada de forma adequada. Vários termos ao longo dos anos foram usados para descrever essa síndrome, incluindo estados confusionais agudos, síndrome cerebral aguda, psicossíndrome cerebral aguda e reação orgânica aguda.
O DT é um quadro específico de delirium, relacionado com a abstinência do álcool. Quadros de delirium usualmente apresentam sintomas flutuantes, com piora significativa à noite. São comuns alterações cognitivas, da memória e da atenção e desorientação têmporo-espacial. A atenção diminuída e distúrbios do pensamento resultam em fala incoerente. Parentes e outros informantes podem relatar um rápido e drástico declínio no funcionamento pré-mórbido de um paciente, o que o diferencia dos que apresentam quadros demênciais.
São comuns alterações sensoperceptivas (alucinações e ilusões), sendo as alucinações visuais bastante comuns. Delírios também são freqüentes, em geral persecutórios e relacionados à desorientação têmporo-espacial. Alterações do humor são usuais e variam desde intensa apatia até quadros de ansiedade intensa; a presença de alterações no ciclo sono-vigília é constante. Infelizmente, como dito, muitos casos não são adequadamente detectados e, portanto, não são tratados.
Nem toda abstinência é um DT. Na verdade, o DT é uma condição pouco freqüente entre os dependentes de álcool, ocorrendo em menos de 5% da população em abstinência. No entanto, ele é responsável por grande morbidade e mortalidade associadas à SAA, já que quadros de DT não são, como se disse, adequadamente diagnosticados. O DT, habitualmente, inicia-se até 72 horas (embora possa começar até sete dias) após de abstinência e compreende sinais e sintomas variados, como confusão mental, alucinações, tremores, febre (com ou sem sinais de infecção) e hiperresponsividade autonômica, com hipertensão, taquicardia e sudorese. Deve-se suspeitar de DT em todos os casos de agitação em um paciente com SAA cuja pressão arterial esteja acima de 140/90mm Hg, freqüência cardíaca seja maior que 100 bpm, e temperatura, superior a 37ºC. Taxas de mortalidade são elevadas, variando de 5% a 15% dos pacientes com essa condição.
Poucos estudos, no entanto, definem adequadamente quadros de DT levando em consideração comorbidades clínicas/psiquiátricas, traumas, etc. A causa mais freqüente de morte é falência cárdio-respiratória. A fisiopatologia dos quadros de DT continua pouco compreendida. As mudanças fisiológicas resultantes do DT decorreriam de interações de neurorreceptores (principalmente sistemas gabaérgico e catecolaminérgico), bem como de alterações iônicas (potássio e magnésio, principalmente).
O tratamento dessa condição é feito, usualmente, com benzodiazepínicos, visando diminuir a hiperatividade autonômica e o risco de agitação psicomotora. Dá-se preferencia ao diazepam em dose mais elevada que as usualmente utilizadas (60mg/dia) ou lorazepam (12mg), se o paciente for hepatopata ou senil. Eventualmente, a associação de neurolépticos, em doses baixas, pode ser indicada (haloperidol 5mg/dia). No caso de ocorrer distonia induzida por neurolépticos (particularmente se forem administrados por via parenteral), ela pode ser controlada com o uso de anticolinérgicos (biperideno 2mg).

Síndrome de Wernicke Korsakoff (SWK)
A SWK é uma complicação potencialmente fatal associada à deficiência de vitamina B1 ou tiamina. Foi descrita como duas entidades distintas – encefalopatia de Wernicke e psicose de Korsakoff.
A síndrome é composta por uma tríade de anormalidades clínicas descritas por Wernicke – oftalmoplegia, ataxia e confusão mental. Esses seriam os pilares no diagnóstico da síndrome; porém, a presença de todos esses sintomas não é necessária para o diagnóstico de SWK, sendo mais rotineiramente encontrados sinais isolados (de oftalmoplegia e/ou desorientação e/ou estupor e/ou coma). Os movimentos oculares podem consistir em nistagmo horizontal e vertical, fraqueza ou paralisia do músculo reto lateral e do olhar conjugado. Em casos avançados, pode-se encontrar oftalmoplegia completa. A confusão mental é caracterizada por diminuição do estado de alerta e atenção e alteração senso-perceptual e da memória. Quadros de confabulação são comuns nesse grupo de pacientes. Algumas vezes há progressão para coma.
As necessidades diárias de tiamina são estimadas em 1,0 – 1,5mg/dia em pacientes normais. A tiamina é um importante co-fator da enzima piruvato desidrogenase e alfa-cetoglutarato desidrogenase, envolvida no metabolismo de carboidratos e da transcetolase, uma enzima importante da via das pentoses. A tiamina está naturalmente presente em cereais e muitas farinhas. No entanto, o processamento desses grãos resulta em perda de grande parte dessa vitamina. Vários países (EUA, Inglaterra, Canadá e Dinamarca) enriquecem as farinhas com tiamina; com essa medida, a deficiência de tiamina ficou restrita a alguns grupos de pacientes. A SWK é uma síndrome comumente associada à dependência de álcool e, em alguns casos, a alguns tipos de câncer, hiperemese gravídica, obstrução de intestino delgado, anorexia nervosa e gastroplastia. O consumo crônico de álcool está relacionado à baixa absorção de tiamina pelas células intestinais, bem como à menor fosforilação da mesma, em sua forma ativa, e diminuição do estoque hepático de tiamina. Esses fatores, associados à menor ingestão de alimentos contendo tiamina, podem ser em uma das causas da baixa concentração de tiamina nos dependentes de álcool.
Vários mecanismos têm sido implicados na patogênese dessa síndrome, mas ainda não são totalmente compreendidos. Uma das explicações são as perdas neuronais, e os mecanismos para essa morte cerebral incluem deficiência energética cerebral, excitoxicidade mediada pelo glutamato, acidose láctica focal e alteração da barreira hematoencefálica. A acidose láctica focal pode ser um dos mecanismos que levam a uma deficiência de tiamina cerebral (reduzindo a permeabilidade à tiamina no cérebro). A explicação mais plausível para esse fenômeno parece ser uma diminuição da oxidação do piruvato, resultante da diminuição da atividade das desidrogenases dependentes de tiamina. Com o acúmulo de lactato nos neurônios, há uma alteração de pH (acidose), gerando morte celular. A intensa formação de radicais livres também está associada a quadros de SWK. A administração crônica de álcool em ratos, com subseqüente SAA, causa um aumento na formação de radicais livres em várias regiões cerebrais, bem como aumento da molécula de óxido nítrico pela metabolização do etanol 6.
Em animais nos quais a deficiência de tiamina foi induzida experimentalmente, a microdiálise demonstrou aumento significativo de glutamato extracelular, seletivo para o tálamo posterior ventral. Essas mudanças são reversíveis com administração de tiamina no córtex e na ponte cerebral, mas não no tálamo. Nas regiões onde há esse excesso da atividade glutamatérgica, pode haver uma neurodegeneração excitotóxica. Não obstante, evidências diretas são necessárias para apoiar uma relação entre deficiência de tiamina e mudanças no receptor de NMDA.
As características anátomo-patológicas variam de acordo com o estágio e a gravidade da patologia. Pacientes em fase aguda podem ter alterações em corpos mamilares, hipotálamo, região periventricular do tálamo (acima do aqueduto). Os corpos mamilares, especialmente os núcleos mediais, são as estruturas mais amiúde afetadas e estão acometidos em quase todos os casos. Exames histopatológicos, em casos agudos, demonstram edema, necrose, desmielinização, discreta perda neuronal, degeneração esponjosa e aumento de vasos sangüíneos como resultante da hiperplasia; quando há hemorragia petequial, eritrócitos e hemossiderina estão presentes, bem como macrófagos. Nos casos crônicos, há perda neuronal mais marcante e gliose 2. O diagnóstico é clínico, sendo a ressonância nuclear magnética um exame complementar útil na detecção dessas lesões cerebrais, enquanto a tomografia cerebral é, em muitos casos, ineficaz. A SWK é mais uma das complicações da dependência de álcool freqüentemente subdiagnosticada
O tratamento dessa condição ainda não está adequadamente estabelecido no que tange à via e à dose de tiamina necessária tanto para a prevenção quanto para o tratamento, não sendo do conhecimento das autoras deste artigo nenhum estudo bem conduzido; a maioria das recomendações de suplementação vitamínica é de base empírica8. A dose de tiamina preconizada pelo consenso sobre a síndrome de abstinência do álcool foi de doses acima 300mg de tiamina por dia, por via intramuscular, por um período de 7-15 dias. O uso por via oral não está indicado para prevenção de Síndrome de Wernicke Korsakoff pois a absorção de tiamina pode estar prejudicada em função do consumo de álcool e, com isso, haver uma diminuição da eficácia na prevenção de Síndrome de Wernicke Korsakoff. Na Inglaterra, após a suspensão do uso de vitaminas do complexo B de alta potência (250mg de tiamina em cada ampola) houve um aumento dos casos de “psicose alcoólica” e os autores sugerem que o aumento da ocorrência desses quadros seja secundária a suplementacao vitamínica em baixas doses.

Síndrome de Marchiava Bignami
Também denominada “degeneração primária do corpo caloso”, é uma doença mais comumente definida pelos aspectos patológicos que pelos clínicos. A principal alteração é encontrada na porção medial do corpo caloso onde, ao exame de olho nu, se vê uma diminuição da densidade do tecido, com leve depressão avermelhada ou amarelada, dependendo do tempo da lesão. Do ponto de vista microscópico, observam-se, claramente, zonas de desmielinização com abundância de macrófagos, embora não haja alterações inflamatórias. Menos consistentes, lesões de natureza similar são encontradas na porção central das comissuras anterior e posterior e ponte.
É uma doença rara que afeta pessoas mais idosas e, com poucas exceções, todos os pacientes acometidos são dependentes de álcool. Alguns apresentam, no estágio terminal, quadros de estupor e coma, e outros, sintomas compatíveis com quadro de intoxicação crônica e síndrome de abstinência. Em alguns casos, descreveram-se quadros de demência progressiva, com sintomas como disartria, movimentos vagarosos e instáveis, incontinência esfincteriana transitória, hemiparesia e afasia. O diagnóstico dessa patologia raramente é feito durante a vida, mas, via de regra, na necropsia, por meio de exame anátomo-patológico. A ocorrência, em paciente dependente de álcool, de sintomas semelhantes à síndrome do lobo frontal, à doença de Alzheimer ou, ainda, de sintomas semelhantes a quadros de tumor na região frontal, mas que remitam espontaneamente, sugere síndrome de Marchiava Bignami, e exames de imagem auxiliarão no diagnóstico. A etiologia e a patologia desse quadro não são bem esclarecidas até o momento 20.

Concluindo
Apesar de, acima, terem sido abordadas complicações graves da dependência de álcool que surgem independentemente do nível de consumo do álcool, todos os dependentes precisam e devem ter acesso a tratamento em qualquer fase de sua doença bem como seus familiares. O artigo expõe as bases para o reconhecimento dessas complicações e propõe algumas intervenções para o tratamento minimizando a morbidade e a mortalidade. .
Existem intervenções eficazes e algumas intervenções propostas, como o uso de tiamina na prevenção de Síndrome de Wernicke Korsakoff ainda carecem de maiores pesquisas para estabelecimento de dose, via de administração e tempo de uso.
Outras, no entanto, estão bem estabelecidas, como o uso de benzodiazepínicos visando impedir a progressão da SAA para quadros mais graves tais como o DT. Esse uso deve ser instituído o mais precocemente possível em um paciente com história de SAA grave no passado em que se propõe abstinência ou quando este se encontra em abstinência há menos de três dias e apresenta um quadro sintomatológico importante que justifique o emprego dessa medicação.
O envolvimento da família no tratamento do paciente é fundamental, pois propicia uma maior adesão do mesmo ao tratamento bem como melhor qualidade de vida aos integrantes do núcleo familiar. Quando não é possível o tratamento ambulatorial, ou quando a gravidade do quadro se impõe, a hospitalização pode ser necessária para assegurar a abstinência. Todas essas medidas podem e devem ser implementadas e integradas nos sistemas de saúde público e privado e, para que isso ocorra de maneira apropriada, mais profissionais devem ser adequadamente treinados para realizá-las.
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Clínica de Recuperação Brasil - Possuímos o melhor tratamento de alcoolismo do Brasil, nossos métodos de tratamento para Dependentes de Álcool são exclusivos, assim atendemos a necessidade de cada um em sua individualidade. O tratamento é complexo e engloba os aspectos biológicos e psicossociais, bem como o meio familiar, profissional e social onde o paciente está inserido. Utilizando um tratamento multidisciplinar, tratamos do alcoolismo desde a estrutura comportamental do paciente, dando um enfoque para os comportamentos, pensamentos, sentimentos, conceitos e meio de vida do dependente Alcoólico.

O que é Dependência química

É uma condição física e psicológica causada pelo consumo constante de substâncias psicoativas. Devido a constante utilização desses tipos de drogas, o corpo humano torna-se cada vez mais dependente dos mesmo, tendo como consequência sintomas que afetam o sistema nervoso. Quando o indivíduo deixa de consumir, tem a sensação de ressaca, considerado um dos principais motivos que impedem o abandono das drogas por parte dos dependentes.

Sintomas

É possível identificar se a pessoa é ou não dependente química. No caso, para ser considerado um dependente, isso significa que o individuo não consegue passar muito tempo sem consumir a droga em questão, sob a consequência de acusar a abstinência. Todavia é importante salientar que o consumo de drogas normalmente segue um padrão que no fim leva muito rapidamente para a dependência química. Um dos sinais que podem ajudar a identificar, é que o indivíduo sente a necessidade de aumentar a dose da droga para que esta continue a fazer efeito, o consumo torna-se cada vez mais constante apesar de desejar consumir menos, e o sinal mais explícito no que diz respeito a um dependente químico é a abstinência.

Abstinência

Quando o sujeito deixa de usar a droga depois de muito tempo de consumo, o seu corpo vai acusar abstinência ou ressaca. Os principais sintomas de quem acusa abstinência são: irritação, insônia, confusão mental, alucinações, convulsões, desejo muito forte de consumir a droga, desespero, afastamento social, descuido consigo mesmo e com a sua aparência, entre outros.

Quando uma pessoa consome uma droga para relaxar, e esse efeito passa, há um aumento da ansiedade e por isso os efeitos de abstinência são imediatos, causando a necessidade de voltar a consumir a droga para obter relaxamento.

Tratamento

A dependência química é bastante difícil de ser tratada, porque existe um elevado índice de reincidência, muito por culpa da ressaca. Por mais que o sujeito queira parar de consumir, o seu corpo vai necessitar das substâncias causando um grande desconforto, por isso para se recuperar o sujeito vai necessitar de muita força de vontade, sendo muito importante uma estimulação constante para a continuação do tratamento.

O tratamento em si passa por fazer que o individuo deixe de usar as drogas sendo preparado para enfrentar os sinais de abstinência. Na maioria dos casos a dependência é tão forte que o sujeito não pode deixar totalmente o uso das drogas tendo então que reduzir o consumo regularmente até que este chegue a zero. O dependente será tratado de acordo com a droga que consumia e com o grau de dependência em que se encontrava.

O dependente deve sempre ter um acompanhamento especial de um psicólogo e dificilmente se pode afirmar que esteja totalmente curado, porque as recaídas podem acontecer de um momento para o outro, ou devido a alguma situação menos feliz. Outros tipos de medicamentos podem ser utilizado para o tratamento, mas sempre com acompanhamento médico porque também podem causar dependência.

Para a reabilitação de um dependente químico, é essencial ajudá-lo a encontrar atividades que substituam o prazer proporcionado pela droga. Existem várias clínicas especializadas que têm como objetivo ajudar o paciente a construir um novo estilo de vida.

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